A Masturbação

Masturbação

Para falar deste assunto tão delicado, é bom entendermos que ele não é nada mais do que parte da vida de toda a gente! A sociedade ainda aborda este assunto com alguma dificuldade… sabes que os adultos têm alguma vergonha em falar destas coisas com alguma frontalidade!. Assim como o sexo foi e ainda é considerado como pecado, a masturbação é vista como um desvio de personalidade, uma tara, uma coisa que só gente pervertida faz. Não é verdade, ela tem uma função biológica e psicológica muito importante, principalmente durante o período da adolescência, ou seja, o fase da vida em que tu te encontras! Tanto para adultos como para adolescentes, a masturbação geralmente termina com a ejaculação, quando o sémen, líquido que contém os espermatozóides, é expelido pelo pénis. A ejaculação é normalmente acompanhada pelo orgasmo, que o corpo inteiro (para a maioria das pessoas) sente tão intenso e prazeroso que é impossível comparar com qualquer outra sensação que o corpo humano possa experimentar.

 

Existe algo fisicamente mau na masturbação?

Absolutamente nada! Antigamente, era um pensamento comum o de que a masturbação pudesse causar cegueira, loucura, crescimento de pêlos nas mãos ou outros distúrbios, ainda que nessa época a masturbação fosse extremamente comum, tanto quanto agora. Todas essas crenças têm sido eliminadas pela ciência moderna, ainda que hoje em dia esses mitos e boatos ainda persistam (se essas histórias fossem reais, o mundo estava povoado de pessoas cegas, loucas e com as mãos cabeludas). Masturbação não é uma “coisa de doente”, não é só para homossexuais e não é prejudicial em absolutamente nenhum aspecto.

 

Pode ser demais?

Durante os primeiros anos depois de descobrir a masturbação, praticamente todos os adolescentes se masturbam muito! Não é raro para um jovem de 13-14 anos se masturbar 3, 5, ou mesmo 6 vezes por dia. Por isso, não é de surpreender que alguns jovens se preocupem por se masturbar em excesso. É possível que o tempo utilizado para a masturbação pudesse ser utilizado para actividades mais produtivas, mas se em vez de te masturbares passares o tempo a ver televisão, não existem razões para te preocupares. Aproveita e provavelmente daqui a alguns anos vais deixar esse “vício” por masturbação em alguma altura.

A Menstruação

Não há como fugir

Não fiques a martelar na seca que é quando o período aparece, tenta perceber que ele é indispensável na tua vida. Vamos explicar-te porque é que as mulheres, durante a maior parte da sua vida, e uma vez por mês, sofrem deste desatino.

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Transexual luta por novo nome para novo sexo

Emigrante com dupla nacionalidade tenta reconhecer o que o Canadá atribui sem problemas

C. J. é hoje uma mulher que nasceu homem há 46 anos, em Lisboa. Viveu em África e Canadá, onde adquiriu dupla nacionalidade. Aos 30 anos, mudou de sexo e, de imediato, de nome e género no “BI” daquele país. Em Portugal não consegue.

“O Estado português obriga-me a ser duas pessoas”. De aparência totalmente feminina, C. J., como existiu nos últimos 16 anos no Canadá e Estados Unidos, chama-se oficialmente J. P. em Portugal. E, como tal, sujeita-se a situações caricatas: “Há alguns anos, quando vim a Portugal assinar papéis de uma herança do meu avô, tive de ir com um chapéu e com roupas do meu irmão. Para não haver confusão com identidade”. Por querer deixar de passar vergonhas e viver e trabalhar em Portugal com o mesmo à-vontade que na América do Norte, esta semana iniciou uma caminhada que prevê longa. Requereu à 3.ª Conservatória do Registo Civil do Porto e ao ministro da Justiça a alteração do nome e sexo no bilhete de identidade português. Para tal, apresentou provas de que mudou de sexo. E alegou o direito à dignidade humana. “O Estado português tem de viver aquilo que diz. Não pode haver discriminação!”, diz C. J.. Mas já sabe que vai receber resposta negativa, pois foi isso que, ao longo dos anos, lhe garantiram o consulado de Portugal em Toronto, e a Conservatória dos Registos Centrais em Lisboa. Daí que, perante a recusa, tenha de iniciar em tribunal um processo contra o Estado. Como homem, C. J. chegou a estar casada com uma mulher. Depois, como mulher, teve vários homens como companheiros. Desiludiu-se e vive desde há oito anos com uma mulher canadiana. Por isso, diz, a mudança de sexo nada tem a ver com homossexualidade. “Os sintomas de transexualidade foram atestados pela Clínica da Identidade do Género, no Canadá”. Em 1992, pagou 6500 dólares pela operação. Desde há seis meses que regressou do Canadá para Portugal, onde vive no Sul do país. Especialista em informática, abandonou bons empregos que foi tendo em Miami, Los Angeles, Toronto e Vancouver e nos quais ganhava pelo menos 100 mil dólares anuais - hoje cerca de 65 mil euros. “Quis voltar para Portugal para estar perto dos meus pais, com quase 80 anos. Além disso, a vida nos Estados Unidos já não é o que era. Penso que a médio-longo prazo será melhor na Europa”, explica. Reconciliou-se com a família, após anos de afastamento por acusa do choque da mudança de sexo, e hoje está a lançar uma empresa de informática. Ao mesmo tempo investe no imobiliário. As peripécias na constituição de uma empresa e nos pedidos de cartões identificativos encorajaram-na ainda mais a iniciar a batalha judicial contra o Estado para mudar de nome e sexo no bilhete de identidade. Para tal, quase por ironia, tem como aliado o advogado Pedro Mendes Ferreira, que defendeu um dos menores acusados de, em Fevereiro de 2006, no Porto, ter provocado a morte da transexual brasileira, Gisberta.

“Nunca falei sobre sexo com as minhas alunas”

Professor de música nega acusações e lamenta excessiva confiança dada nas aulas.

Com o julgamento suspenso no Tribunal de Gondomar até 21 de Outubro, para ser efectuada uma perícia de personalidade, o professor de música [entrevistado com a condição de não ser identificado] suspeito de crimes sexuais, de 2003 a 2005, decidiu contar o que lhe vai na alma.

Hoje, com 28 anos, nega ter tido conversas de cariz sexual com as alunas. Diz que o processo lhe custou uma depressão, ao ponto de deixar de dar aulas, de se divorciar e de viver com os pais. É acusado de 19 crimes relativos a alegados casos de conversas obscenas com as suas alunas e fotografias ilícitas. Admite ter feito algo disto? Conversava com elas regularmente. Mas nenhuma das conversas era de cariz sexual. Mas a PJ apreendeu fotografias eróticas no seu computador e fotos no telemóvel… As fotos foram retiradas acidentalmente da Internet, através do programa “e-mule”. Não sei como lá foram parar, mas nenhuma é das alunas! Agora, do telemóvel eram elas que pegavam nele, iam para fora da sala e tiravam fotos umas às outras. As estudantes tinham confiança para pegar no seu telemóvel? Sim. Esse foi o meu erro. Dei demasiada confiança, as aulas de música eram um ambiente descontraído. Naquela altura achava normal; agora não. Mas não via as fotos que ficavam no telemóvel. Então nunca aconteceu nada? Lançavam-me piropos. Tinha uma boa relação com todos os alunos. Dava-lhes o meu número de telefone, endereço de “messenger”, mas nunca aconteceu nada. Só que é acusado de ter mantido relações sexuais com uma aluna. Não sei o que pode estar por trás de uma acusação dessas. Só se for o facto não ter correspondido a piropos. Nesse dia, estava no funeral do pai de um amigo, aliás, como ficou demonstrado num processo disciplinar que foi arquivado. Então, as raparigas uniram-se para o tramar? A Polícia Judiciária pegou nas fotos, perguntou e foi ter com as alunas. Não foram elas que se queixaram. É assim que surge este processo. Ignorava os piropos. Se fosse hoje participava ao Conselho Executivo. Nunca teria dado telefone nem “email”. Em que consistia a proximidade? Algumas vezes, apanhava-os fora da escola a fumar e eles pediam para não dizer nada a ninguém. A minha intenção foi sempre a melhor. Manifestei abertura. Então há aqui fantasia? As novelas Morangos com Açúcar ajudaram nisto. Naquela altura [2003 a 2005] havia casos de namoros de professores com alunas. O que faz hoje na vida? Depois de em 2006 ter dado aulas, não consegui trabalhar mais. Tinha-me casado, entretanto, mas divorciei-me, após um namoro de oito anos. Estou deprimido. Então como vive? Recebia mil euros e agora vivo com os meus pais, com grandes dificuldades. Ganham o ordenado mínimo. É uma grande contenção de gastos. Não há sequer roupa nova. Não tenho outro curso.

AR: Petição pelo casamento entre pessoas do mesmo sexo discutida na próxima sessão legislativa

A vice-presidente da bancada do PS Ana Catarina Mendes disse hoje que a Petição pela Igualdade no Acesso ao Casamento Civil, entregue na Assembleia da República em 2006, vai ser discutida em plenário no início da próxima sessão legislativa.

“No início da próxima sessão legislativa, a Petição vai ser discutida em sede de plenário”, disse Ana Catarina Mendes, que é a relatora da petição.

A Petição foi lançada para promover a revisão do Código Civil, para que casais de pessoas do mesmo sexo possam ter acesso ao casamento civil e deu entrada na Assembleia da República em Fevereiro de 2006.

Hoje, durante a sua intervenção na conferência internacional “Nada mais que a Igualdade - casamento entre pessoas do mesmo sexo”, promovida pela Juventude Socialista (JS) e que decorreu no Parlamento, Ana Catarina Mendes recordou que apesar das petições não serem votadas no plenário da Assembleia da República, o documento será discutido pelos deputados.

“A Petição vai ser discutida em sede de plenário”, frisou.

Na sua intervenção, Ana Catarina Mendes disse ainda ser hora dos partidos colocarem de lado a “irresponsabilidade” e o “folclore jornalístico”, e discutirem que propostas devem ser apresentadas para aprovar uma lei que consagre a possibilidade do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

“É hora dos partidos se sentarem à mesa para discutir as propostas que devemos apresentar”, defendeu, insistindo na necessidade de “abrir o debate” na sociedade portuguesa.

“O debate deve ser aberto na sociedade portuguesa”, insistiu.

Antes, o líder da JS, Pedro Nuno Santos, que abandona a direcção daquela juventude partidária neste fim-de-semana, tinha já assumido não ter conseguido alcançar um dos seus objectivos enquanto secretário-geral dos ‘jotas’ socialistas: aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo nesta legislatura.

“Lamento não ter conseguido esse objectivo”, salientou, considerando que a consagração da possibilidade de pessoas do mesmo sexo se poderem casar deve ser uma “matéria prioritária no País e da Assembleia da República”.

“É obrigação da Assembleia da República remover todas as formas de discriminação”, sublinhou, insistindo que “não existe nenhuma razão para impedir os homossexuais de se casarem”.

Na conferência, a que assistiram cerca de duas dezenas de deputados socialistas, entre os quais António José Seguro, Sónia Fertuzinhos, Maria Antónia Almeida Santos e Isabel Pires de Lima, o secretário nacional do PSOE para os movimentos sociais e relações com as organizações não-governamentais, Pedro Zerolo, defendeu ainda que cabe aos partidos de esquerda defender questões como o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

“A esquerda ou é valente ou não é esquerda”, salientou, manifestando-se convicto que a “sociedade portuguesa está plenamente preparada para reconhecer o casamento entre homossexuais”.

Pedro Zerolo relatou ainda o caminho que foi seguido em Espanha até à consagração legal dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo, considerando que também em Portugal será possível, porque este “é um movimento irreversível e de modernidade”.

“Se se conseguiu em Espanha, também é possível em Portugal”, referiu, aludindo à semelhança das Constituições e Códigos Civis dos dois países, à similitude das tradições e culturas.

Há cerca de duas semanas, o líder parlamentar socialista, Alberto Martins, defendeu que os casamentos homossexuais devem merecer um amplo debate na sociedade portuguesa.

“É uma questão que deve merecer um debate na sociedade portuguesa e o PS nunca se furta aos grandes debates da sociedade portuguesa”, defendeu.


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